Canadá contra-ataca: A guerra comercial com os EUA e como o norte pode apertar o cerco

Destaques
- •Canadá é o principal cliente de 26 estados americanos e figura entre os três maiores compradores de outros 45, dando margem de manobra em embate comercial.
- •Ações de retaliação incluem tarifas sobre aço, laticínios, eletrodomésticos, eletrônicos e papel, com potencial para afetar energia, minerais e até o setor automotivo.
- •Boicotes a bebidas alcoólicas americanas já causaram perdas de US$ 357 milhões em exportações de vinho para os EUA, com impacto semelhante em destilados.
O Canadá não está para brincadeira na disputa comercial com os EUA! Com cerca de 70% de suas exportações destinadas ao vizinho do sul, o país tem mais poder de barganha do que se imagina, sendo o principal cliente de 26 estados americanos.
Em resposta às tarifas americanas, Ottawa planeja contramedidas estratégicas, mirando setores como aço, laticínios, eletrônicos e papel. Mas o jogo pode ir além: há pressão para usar o fornecimento de energia e minerais críticos — como potássio e lítio — como moeda de troca, áreas onde o Canadá detém grande força no mercado global.
A estratégia não é nova. Lembram da retaliação com bebidas alcoólicas americanas? Ela já derrubou as exportações de vinho dos EUA em 78%, um golpe que o governo Trump sentiu no bolso. Agora, o Canadá sinaliza que pode apertar ainda mais o cerco, especialmente com as eleições de meio de mandato nos EUA se aproximando.


