Calendário do futebol: excesso de jogos leva a lesões e inflama a briga entre FIFA e UEFA

Destaques
- •Jürgen Klopp já alertava sobre o risco de lesões sem precedentes devido ao excesso de jogos.
- •A FIFA e a UEFA são apontadas como as principais responsáveis pelo aumento do número de partidas.
- •Novos sindicatos de jogadores surgem em meio a disputas políticas sobre o calendário do futebol.
A lista de craques fora da Copa do Mundo FIFA 2026 já é assustadora, e o sinal de alerta sobre a condição física dos atletas está ligado. O ex-técnico Jürgen Klopp já previa isso há um ano: "Temo que os jogadores sofram lesões sem precedentes na próxima temporada".
O problema? Um verdadeiro conflito de agendas envolvendo federações locais, ligas, UEFA e FIFA, que insistem em criar novas competições e formatos, sobrecarregando os jogadores. A FIFA, em especial, tem sido criticada por expandir o Mundial de Clubes e outras iniciativas.
Enquanto a UEFA busca uma parceria com sindicatos de jogadores e ligas para definir limites de carga, a FIFA se aproxima da Associação de Clubes Europeus (ECA). Recentemente, surgiu um novo sindicato global de jogadores, a AIF, que, segundo críticos, teria apoio direto de Gianni Infantino, presidente da FIFA.
A situação pede uma regulamentação urgente sobre a carga de trabalho dos atletas, incluindo limites de jogos e tempo de recuperação. A FIFPro já apresentou um relatório com sugestões baseadas em pesquisa médica. A preocupação é que a briga política nos bastidores se sobreponha à saúde dos jogadores, que são o maior ativo da indústria.
Curiosamente, isso acontece 100 anos após a FIFA dar o pontapé inicial para a profissionalização do futebol. Na época, a decisão de remunerar jogadores abriu caminho para a criação da Copa do Mundo. Hoje, com bilhões em jogo, o debate é sobre como preservar a integridade dos atletas e o futuro do esporte. 📉




