Cade acende o alerta para a economia digital
Destaques
- •O Cade está cada vez mais atento às operações no mercado digital, mesmo sem faturamento expressivo no Brasil.
- •A análise de fusões e aquisições agora considera o licenciamento de tecnologia e a absorção de talentos como fatores decisivos.
- •A nova postura do órgão antitruste visa combater práticas que, embora não gerem receita imediata, podem prejudicar a concorrência futura.
O Cade mudou o jogo no primeiro semestre de 2026, colocando a economia digital no centro de suas atenções. Não é mais sobre faturamento, mas sobre a substância das operações.
A novidade é que o órgão antitruste está olhando para além dos números, considerando a transferência de tecnologia e talento como aquisições. Isso ficou claro em casos como o da Microsoft com a Inflection AI, onde a análise focou na lógica de uma aquisição, mesmo sem receita relevante no Brasil.
Essa nova abordagem, que prioriza a análise da arquitetura tecnológica e o potencial de troca de informações sensíveis, sinaliza um Cade mais ágil para a nova economia. A agenda concorrencial e a tecnológica agora andam de mãos dadas.



