Burkina Faso corta relações com a França e acusa Paris de apoiar terroristas
Destaques
- •Burkina Faso rompe relações diplomáticas com a França, citando "ambições neocoloniais".
- •País africano acusa a França de apoiar grupos terroristas que assolam a região do Sahel.
- •A França nega as acusações e classifica a decisão como "hostil e infundada".
A Burkina Faso deu um xeque-mate diplomático na França, anunciando o rompimento de relações em 26 de junho. A justificativa? "Ambições neocoloniais" e um suposto apoio francês a grupos terroristas que vêm desestabilizando a região do Sahel.
Essa não é a primeira vez que a tensão escala. Há pouco mais de três anos, o governo do capitão Ibrahim Traoré já havia expulsado as tropas francesas e o embaixador do país, em um movimento que ecoa a busca por soberania e a desconfiança em relação ao antigo colonizador.
A França, por sua vez, reagiu com surpresa e indignação, classificando a decisão de "hostil e infundada" e já estuda "medidas recíprocas". A segurança dos cidadãos franceses em Burkina Faso é uma preocupação levantada por Paris, embora o governo local tenha assegurado que a decisão se restringe ao âmbito diplomático e não afetará os laços entre os povos.
O cenário é complexo, com vizinhos como Mali e Níger também em rota de colisão com a França, alimentando a tese de uma guerra por procuração. A decisão de Burkina Faso marca um ponto de virada na geopolítica da região, com implicações ainda em aberto. 🌍


