Bruninho fala sobre carreira, saúde mental e futuro após o vôlei

Destaques
- •O campeão olímpico Bruninho compartilhou sua jornada no vôlei, destacando a importância da saúde mental e da resiliência.
- •A derrota nas Olimpíadas de Londres 2012 foi um ponto de virada, levando-o a priorizar o bem-estar psicológico e a meditação.
- •Bruninho planeja transição para gestão esportiva e novos projetos de vida após se despedir da seleção nos Jogos de Paris 2024.
O campeão olímpico de vôlei Bruninho, aos 40 anos, compartilhou reflexões sobre sua extensa carreira e os desafios da alta performance em um painel no Forbes Under 30 Summit. Mesmo com mais de duas décadas nas quadras, o atleta mantém a paixão pela competição e se prepara intensamente, como se fosse disputar uma Olimpíada, apesar de ter se aposentado da seleção brasileira.
Filho dos ícones do vôlei Bernardinho e Vera Mossa, Bruninho sentiu a necessidade de provar seu valor além do sobrenome. Ele relembrou seu lema de "matar um leão por dia" para merecer seu lugar no esporte. "Você pode ter portas abertas, mas você segue o seu caminho através do esforço e resultados", afirmou.
O ponto de virada e a saúde mental
Um momento crucial em sua trajetória foi a derrota nas Olimpíadas de Londres em 2012. Bruninho descreveu ter se sentido "sem chão" e "no fundo do poço", perdendo a paixão pelo esporte. Essa experiência o levou a priorizar a saúde mental, adotando meditação e ioga para gerenciar a pressão.
Essa mudança foi fundamental para que ele pudesse liderar a Seleção Brasileira como capitão por 11 anos e conquistar o ouro nas Olimpíadas do Rio em 2016. Ele se despedirá do posto nos Jogos de Paris 2024.
Longevidade e sacrifícios no esporte
O atleta, que integrou a lista Forbes Under 30 de 2017, credita sua longevidade no esporte de alto rendimento à paixão pela rotina e à resiliência. "O principal é o quanto você está disposto a pagar o preço. Exige muito comprometimento", disse.
Ele mencionou ter morado quase 10 anos na Itália, perdendo datas importantes com a família, em busca do sonho de jogar pela seleção. "Fiquei quase 10 anos morando sozinho na Itália e perdi datas importantes com a família, tudo em busca do sonho de jogar pela seleção."
O futuro pós-quadras
Próximo da transição para a aposentadoria das quadras, Bruninho já planeja seus próximos passos. Ele retomou os estudos em processos gerenciais, investe em startups e pretende se dedicar à gestão esportiva. Fora do trabalho, também vislumbra novos projetos de vida, incluindo o desejo de ser pai.
Como conselho para jovens talentos, Bruninho enfatizou a importância de viver a jornada e estar presente. "Aproveite, porque o tempo passa rápido. Muitas vezes perdemos a oportunidade de viver o momento presente. Mesmo com o celular na mão o tempo todo, vivam o agora e estejam presentes."



