BRICS em Nova Délhi: Tecnologia, Geopolítica e o Futuro da Ordem Mundial

Destaques
- •Reunião de Conselheiros de Segurança Nacional do BRICS discute ameaças emergentes e o papel da tecnologia.
- •Encontros bilaterais focam em cooperação e tensões regionais, especialmente entre China e Índia.
- •Brasil participa ativamente, com destaque para acordos recentes com a Índia e a transferência da presidência rotativa do BRICS em 2026.
Nova Délhi virou o palco principal para a 16ª Reunião de Conselheiros de Segurança Nacional do BRICS, onde o tema central é a luta contra os desafios de segurança não tradicionais e como as novas tecnologias entram nessa equação.
A Índia, como anfitriã, aproveitou o encontro para estreitar laços com parceiros estratégicos. O conselheiro indiano Ajit Doval teve reuniões bilaterais cruciais com delegações da China, Irã, Brasil, África do Sul e Etiópia.
O Brasil, representado pelo secretário Carlos Cozendey, reforçou a cooperação com a Índia, especialmente após acordos recentes em minerais críticos e energia. O país se prepara para assumir a presidência rotativa do BRICS em 2026.
Um dos pontos altos foi o diálogo entre China e Índia, buscando 'desescalar' tensões após o confronto de 2020 na fronteira, com o objetivo de retomar uma trajetória de melhoria nas relações bilaterais.
O Irã também marcou presença, com discussões sobre o memorando de entendimento com os EUA, um passo importante para a paz no Oriente Médio.
A reunião, que contou com a participação de membros fundadores e novos integrantes como Irã e Etiópia, sinaliza a busca por um multilateralismo mais forte e uma ordem internacional mais justa.




