Braskem pede socorro: R$ 3,4 bilhões em títulos de investidores ficam em xeque
Destaques
- •Braskem solicitou proteção contra credores, impactando R$ 3,4 bilhões em debêntures e CRAs.
- •95% dos CRAs estão nas mãos de pessoas físicas, aumentando a vulnerabilidade.
- •Investidores já ofereciam os títulos com descontos de até 60% no mercado secundário.
A Braskem jogou mais lenha na fogueira do risco do crédito privado ao pedir proteção contra credores. O movimento, embora esperado, afeta diretamente cerca de R$ 3,4 bilhões em debêntures e certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs) nas mãos de investidores.
A situação é ainda mais delicada para os CRAs, já que 95% das emissões estão com pessoas físicas. Para piorar, as garantias desses títulos são debêntures do próprio grupo, o que significa que elas ficam comprometidas com a recuperação extrajudicial pedida. Na prática, não há garantias claras no momento.
O mercado já sentiu o baque:
- Títulos oferecidos com descontos de 54% a 60% no mercado secundário.
- Taxas estratosféricas de IPCA + 58% ao ano ou CDI + 42%.
O próximo passo agora é aguardar as negociações entre a Braskem e seus credores. Diferente da recuperação judicial, a extrajudicial ainda permite a venda dos papéis no mercado secundário, mas o tamanho do estrago em perdas e prazos dependerá do acordo.




