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Brasileiros disputam etapa do World Climbing Para Series na Coreia do Sul

28 de outubro de 2026
Brasileiros disputam etapa do World Climbing Para Series na Coreia do Sul

Destaques

  • •Quatro atletas brasileiros competem em etapa do circuito internacional de paraescalada na Coreia do Sul.
  • •Lívea Rodrigues, com deficiência visual, busca bons resultados em sua jornada na modalidade.
  • •A delegação brasileira segue para o Japão após a competição na Coreia do Sul.

Quatro atletas brasileiros competem nesta semana em uma etapa do World Climbing Para Series 2026, circuito internacional de paraescalada esportiva, que acontece em Gunsan, na Coreia do Sul. A fase classificatória está marcada para a noite desta quarta-feira (28), com as finais previstas para sexta-feira (30), a partir das 3h (horário de Brasília).

Entre os representantes do Brasil está Lívea Rodrigues, atleta de Praia Grande que possui uma doença degenerativa na retina, comprometendo sua visão. Ela competirá na classe B2, voltada para atletas com deficiência visual. Ao seu lado, o Brasil conta com outros três competidores: Marina Dias, na classe RP3; Eduardo Miguel Schaus, na AU2; e Leonardo Vilha de Oliveira Sofka, na AU3.

Trajetória de Lívea Rodrigues na Paraescalada

Lívea Rodrigues iniciou sua carreira esportiva na corrida de rua, migrou para o paratletismo e, após conquistar títulos nacionais e lidar com lesões, passou a praticar a paraescalada em 2025. Em pouco mais de um ano na modalidade, a atleta já acumula dois títulos brasileiros, foi convocada para a Seleção Brasileira e se tornou a primeira mulher sul-americana a competir na classe B2 do circuito mundial.

A paraescalada é uma adaptação da escalada para atletas com deficiências físicas ou visuais, organizada pela federação internacional World Climbing. Na modalidade Lead, utilizada no circuito, um guia na base da parede fornece instruções em tempo real por microfone ou megafone para atletas com deficiência visual.

Classes Funcionais e Próximos Passos

As competições são divididas em classes funcionais que agrupam atletas com deficiências semelhantes. As classes RP1 a RP3 são para limitações de força, alcance ou coordenação motora; B1 a B3 para deficiência visual; AU2 e AU3 para deficiências ou amputações nos membros superiores; e AL1 e AL2 para deficiências ou amputações nos membros inferiores.

Após a etapa em Gunsan, a delegação brasileira não para. O grupo segue para Fukuoka, no Japão, onde disputará a rodada de encerramento da temporada nos dias 4 e 5 de novembro. A participação dos brasileiros no circuito mundial demonstra o crescimento da paraescalada no país.

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