Brasileira bilionária na mira por apostas em guerra e eleições

Destaques
- •A startup Kalshi, cofundada pela brasileira Luana Lopes Lara, está no centro de polêmicas nos EUA.
- •Críticos acusam a empresa de operar jogos de azar ilegais, disfarçados de 'mercados de previsão'.
- •A Kalshi já enfrentou processos por apostas em eventos como a deposição de líderes e resultados eleitorais.
A Kalshi, plataforma de 'mercados de previsão' fundada pela brasileira Luana Lopes Lara, está no epicentro de uma tempestade regulatória nos EUA. A empresa, que permite especular sobre eventos futuros, movimenta US$ 44 bilhões e atrai tanto admiração quanto críticas ferozes.
O cerne da polêmica é que, segundo críticos e alguns estados americanos, a Kalshi estaria operando jogos de azar ilegais, disfarçando-os como negociações em uma bolsa de valores. As apostas incluem desde resultados eleitorais até eventos de guerra, levantando suspeitas de uso de informação privilegiada.
Isso está gerando uma guerra judicial. Vários estados, como o Arizona, acusam a Kalshi de aceitar apostas ilegais, enquanto a empresa se defende alegando ser regulada pela CFTC (Comissão de Negociação de Futuros de Commodities) e não por leis estaduais de jogos.
No Brasil, as plataformas de apostas esportivas regulamentadas pressionam o governo para bloquear a operação da Kalshi, argumentando que ela não possui licença nem sede no país. A empresa, por sua vez, estuda a possibilidade de abrir um escritório por aqui.
O caso ganha ainda mais contornos dramáticos com apostas envolvendo a deposição de líderes e até a morte de figuras políticas, como o aiatolá do Irã. A Kalshi alega ter reembolsado milhões de dólares para evitar perdas e que suas regras proíbem negociações sobre mortes, mas um processo coletivo já foi aberto na Califórnia. 📉



