Brasil testa tratamento injetável contra HIV com doses trimestrais

Destaques
- •Estudo internacional em fase 3 avalia a eficácia de injeções contra HIV a cada quatro meses no Brasil.
- •A nova formulação busca reduzir o estigma social e facilitar a rotina de pacientes com HIV.
- •A aprovação e incorporação ao SUS dependerão de resultados positivos e avaliações regulatórias.
Uma nova esperança contra o HIV está sendo testada no Brasil. Uma pesquisa internacional em fase 3, chamada CUATRO, avalia um tratamento injetável que promete reduzir a necessidade de aplicações para apenas três ciclos por ano, em vez das doses diárias atuais.
A ideia é manter o vírus controlado por mais tempo entre as aplicações, com o objetivo de facilitar a rotina dos pacientes e combater o estigma social associado à doença. A antropóloga e ativista Pisci Bruja é uma das primeiras voluntárias no país a testar o intervalo de quatro meses.
O estudo, que envolve cabotegravir e rilpivirina, busca comprovar a manutenção do controle viral e a tolerabilidade. Atualmente, versões injetáveis já existem, mas com intervalos menores. A aprovação para uso geral e a eventual incorporação ao SUS dependem de resultados favoráveis e de avaliações da Conitec e do Ministério da Saúde.