Brasil prepara política para minerais críticos e rejeita estatal para terras raras

Destaques
- •ANM anuncia política nacional para minerais críticos em 2 a 3 meses.
- •Proposta de estatal para terras raras não tem origem no governo, segundo diretor da ANM.
- •Setor de mineração (Ibram) se opõe à criação de estatal, citando falta de refino e incerteza jurídica.
A Agência Nacional de Mineração (ANM) vai anunciar uma nova política para minerais críticos, como as terras raras, nos próximos dois ou três meses. A notícia vem em um momento de debate sobre o futuro desses recursos no país.
O diretor-geral da ANM, Mauro Sousa, deixou claro que a ideia de criar uma empresa estatal para gerenciar esses minerais não partiu do governo. Vários projetos de lei no Congresso propõem algo similar, mas o setor, representado pelo Ibram, já se manifestou contra.
A associação argumenta que o problema do Brasil não é a falta de intervenção estatal, mas sim a dificuldade em refinar os minerais em escala industrial e a incerteza jurídica que afasta investimentos. O governo, por sua vez, busca atrair capital privado com contrapartidas de agregação de valor.
Apesar das discussões, o foco do governo, inclusive do presidente Lula, é desenvolver a capacidade de processamento interno para não sermos apenas exportadores de commodities. O Brasil possui grandes reservas desses minerais, essenciais para alta tecnologia.
O caminho é longo: de pesquisa à mina, são cerca de 10 anos. Mas o potencial está aí, com mais de 10 pesquisas promissoras em andamento. 💰




