Brasil: O "anti-exemplo" de Breivik e a ironia do futebol
Destaques
- •Neonazista norueguês Anders Behring Breivik incluiu o Brasil em seu manifesto como um "anti-exemplo" de sociedade miscigenada.
- •Especialistas analisam a visão contraditória da extrema-direita europeia sobre o Brasil e a "fantasia política" de pureza europeia.
- •A Copa do Mundo de 2026, com Brasil e Noruega se enfrentando, exemplifica a diversidade que Breivik temia.
Quinze anos após o maior atentado da Noruega, o nome do neonazista Anders Behring Breivik volta à tona, e com ele, uma curiosa relação com o Brasil. Em seu manifesto, o extremista apontou o país sul-americano como um "anti-exemplo", criticando a miscigenação e a diversidade.
Especialistas como o filósofo Carlos Hortamann e a professora Teresa Almeida Cravo desmistificam essa visão. Eles apontam que a extrema-direita europeia enxerga o Brasil com ambivalência, ora como "aliado tático" contra a imigração, ora como "anti-exemplo" de pureza.
A ironia se completa agora, com Brasil e Noruega se enfrentando na Copa do Mundo de 2026. O esporte, palco de diversidade e união cultural, representa justamente o que Breivik temia: sociedades heterogêneas que prosperam.



