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Brasil: O "anti-exemplo" de Breivik e a ironia do futebol

05 de julho de 2026

Destaques

  • Neonazista norueguês Anders Behring Breivik incluiu o Brasil em seu manifesto como um "anti-exemplo" de sociedade miscigenada.
  • Especialistas analisam a visão contraditória da extrema-direita europeia sobre o Brasil e a "fantasia política" de pureza europeia.
  • A Copa do Mundo de 2026, com Brasil e Noruega se enfrentando, exemplifica a diversidade que Breivik temia.

Quinze anos após o maior atentado da Noruega, o nome do neonazista Anders Behring Breivik volta à tona, e com ele, uma curiosa relação com o Brasil. Em seu manifesto, o extremista apontou o país sul-americano como um "anti-exemplo", criticando a miscigenação e a diversidade.

Especialistas como o filósofo Carlos Hortamann e a professora Teresa Almeida Cravo desmistificam essa visão. Eles apontam que a extrema-direita europeia enxerga o Brasil com ambivalência, ora como "aliado tático" contra a imigração, ora como "anti-exemplo" de pureza.

A ironia se completa agora, com Brasil e Noruega se enfrentando na Copa do Mundo de 2026. O esporte, palco de diversidade e união cultural, representa justamente o que Breivik temia: sociedades heterogêneas que prosperam.

Fontes

https://operamundi.uol.com.br/feed/

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