Brasil na Corrida da IA: Entre a China e os EUA, qual caminho seguir?

Destaques
- •Brasil assina pacto global de IA liderado pela China (Waico).
- •Iniciativa busca governança aberta e colaborativa de IA.
- •EUA propõem Pax Silica com foco em controle de cadeias de suprimento.
- •Especialistas veem Waico como chance de soberania digital para o Brasil.
- •Necessidade de infraestrutura própria para dados e processamento no país.
O Brasil acaba de entrar para a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial (Waico), uma iniciativa global lançada pela China com sede em Xangai. O objetivo é criar uma governança de IA com modelos de código aberto, permitindo que qualquer país ou organização se aproprie da tecnologia.
Essa jogada coloca o Brasil em um cenário geopolítico complexo, onde os Estados Unidos promovem a Pax Silica, focada em controlar cadeias de suprimento de semicondutores e dados. Especialistas veem a Waico como uma oportunidade única para o Brasil construir sua própria soberania digital.
A ideia é que o país aproveite a cooperação com a China, mas sem se tornar refém de big techs. O desafio é investir em infraestrutura própria de processamento e armazenamento de dados, algo que hoje custaria uma fortuna em contratos com gigantes estrangeiras, como apontou um professor da UFABC. A aposta é que o Brasil pode se tornar um ator chave, transitando entre as iniciativas ocidentais e chinesas, e transformar a IA em uma alavanca de prosperidade.
O presidente Lula reforça a necessidade de uma governança intergovernamental, onde todos os Estados tenham voz, e que a IA não se torne privilégio de poucos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, ecoa esse sentimento, alertando que a IA pode ser a maior oportunidade ou o maior risco para a humanidade.



