Brasil dá salto no IDHM, mas desigualdades persistem

Destaques
- •IDHM do Brasil sobe para 0,805, alcançando nível 'muito alto desenvolvimento humano'.
- •Avanços em longevidade e educação, mas renda ainda oscila e mantém desigualdades.
- •Disparidades raciais e de gênero persistem, especialmente na renda do trabalho.
O Brasil atingiu em 2024 sua melhor marca no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), subindo de 0,744 para 0,805 e entrando na faixa de 'muito alto desenvolvimento humano'.
Os avanços foram impulsionados principalmente pela longevidade (IDHM Longevidade 0,860) e educação (IDHM Educação 0,798). A dimensão de renda (IDHM Renda 0,760) mostrou uma trajetória mais oscilante.
Apesar da melhora geral, o Radar IDHM revela que o desenvolvimento não é homogêneo.
Persistem desigualdades relevantes por território (com o DF registrando 0,866 e o Maranhão 0,745), raça/cor (renda domiciliar per capita de R$ 1.208,58 para brancos vs. R$ 673,65 para negros) e sexo (IDHM ajustado dos homens 0,822 vs. mulheres 0,679).
O ministro Guilherme Boulos atribui os avanços a políticas públicas federais, como SUS, valorização do salário mínimo e programas sociais, mas reconhece que o planejamento precisa ser ainda maior para reduzir as disparidades.
O IDHM ajustado à desigualdade (IDHMAD) avançou para 0,641, mas ainda indica uma 'perda' de 20,4% devido às disparidades. 📈




