Brasil compra até 20 mil doses de vacina contra mpox em caráter preventivo

Destaques
- •Ministério da Saúde adquire até 20 mil doses de vacina contra mpox como medida estratégica e preventiva.
- •Casos da doença aumentam em 2026, especialmente no Rio de Janeiro, mas sem registro de óbitos até o momento.
- •Vacinação é priorizada para grupos de maior vulnerabilidade, como pessoas vivendo com HIV/Aids.
O Ministério da Saúde anunciou a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox, em caráter preventivo e estratégico, diante do surgimento de casos da doença no Brasil em 2026. A decisão visa reforçar a capacidade do país em lidar com a infecção, que se manifesta com erupções na pele, manchas, bolhas e crostas, frequentemente no rosto, mãos, pés, boca e região genital, além de ínguas na virilha.
Até outubro de 2026, o Brasil registrou 665 casos da doença, sem óbitos, segundo a médica infectologista Carolina Lázari. No entanto, há um monitoramento de aumento de casos, especialmente no Rio de Janeiro, que concentra 207 dos 298 casos confirmados entre janeiro e novembro. Em 2025, foram confirmados 119 casos.
Monitoramento e Ações no Rio de Janeiro
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) informou que monitora o aumento de casos de mpox, principalmente na capital. As mais de duas mil doses da vacina fornecidas pelo Ministério da Saúde serão destinadas ao município do Rio. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) retomou a vacinação contra a mpox, priorizando grupos vulneráveis.
A SES-RJ reforça que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar os casos. A pasta emitirá nota técnica com critérios e definições para orientar os municípios fluminenses e organiza treinamento de equipes técnicas para qualificar a atuação dos profissionais de saúde na identificação e encaminhamento dos casos.
Vacinação e Grupos Prioritários
A vacinação contra a mpox é destinada prioritariamente a grupos específicos, conforme critérios epidemiológicos definidos pelo Ministério da Saúde. Nesta primeira etapa no Rio de Janeiro, a imunização contempla pessoas vivendo com HIV/Aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 200 células/mm³ e com 18 anos ou mais. A ampliação para outros grupos, incluindo demais pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA) e usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), ocorrerá sequencialmente.
As vacinas estarão disponíveis em cinco unidades concentradoras no Rio de Janeiro, incluindo três Super Centros Cariocas de Vacinação com horários estendidos, o Centro Especial de Vacinação Dr. Álvaro Aguiar (CEVAA) e o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz (CRIE/INI).
Histórico da Doença e Transmissão
A infectologista Carolina Lázari mencionou surtos anteriores de mpox em 2022 e 2024. Em 2022, houve uma emergência internacional com 10.821 casos no Brasil. Em 2024, um surto na República Democrática do Congo, com uma nova variante (vírus 1B), levou a OMS a declarar Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional (ESPII), com disseminação e óbitos em crianças.
A mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre por contato íntimo e por gotículas respiratórias. Medidas para reduzir o risco incluem evitar contato direto com pessoas com lesões suspeitas e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas como erupções na pele, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e cansaço.
Matérias originais
- Não há necessidade de vacinação da população contra mpox · agenciabrasil.ebc.com.br


