Brasil busca amenizar 'tarifaço' dos EUA, mas reciprocidade pode ficar para 2025
Destaques
- •Governo brasileiro considera tarifas dos EUA 'ilegais' e 'abusivas'.
- •Expectativa é reduzir o impacto das sobretaxas até dezembro.
- •Processo de reciprocidade contra as tarifas pode se estender além de 2024.
O ministro Marcio Elias Rosa jogou um balde de água fria na expectativa de uma resolução rápida sobre o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Ele admitiu que o governo espera amenizar os efeitos da sobretaxa até dezembro, mas que o processo de reciprocidade brasileiro, em resposta, deve se estender.
As tarifas americanas, que incluem uma taxa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros, foram classificadas pelo ministro como "ilegais", "indevidas" e "abusivas". A justificativa dos EUA envolve práticas comerciais que "oneram ou restringem" o comércio, citando desde o PIX até o desmatamento ilegal.
Apesar da dificuldade em finalizar a resposta brasileira até o fim do ano, o ministro ressaltou a importância de continuar as negociações e, ao mesmo tempo, se defender comercialmente. Um relatório detalhando os efeitos das medidas americanas está sendo elaborado e deve ficar pronto em cerca de 60 dias, com a expectativa de que as questões sejam minimamente apaziguadas antes do prazo.


