Brasil bate recorde de renda, mas desigualdade e dívidas espreitam

Destaques
- •Renda média real domiciliar per capita atinge pico histórico de R$ 2.264 em 2025.
- •Apesar do avanço, desigualdade aumenta ligeiramente, com os mais ricos ganhando 8,7% a mais.
- •Endividamento das famílias chega a 49,9% da renda, anulando parte dos ganhos do mercado de trabalho.
O mercado de trabalho aquecido impulsionou o Brasil a um recorde de 143 milhões de pessoas com alguma renda em 2025, representando 67,2% da população. A renda média real domiciliar per capita também bateu um novo topo, alcançando R$ 2.264, um salto de 6,9% sobre o ano anterior.
No entanto, nem tudo são flores. A desigualdade deu um leve repique, com os 10% mais ricos registrando um aumento de renda de 8,7%, enquanto os 10% mais pobres viram seus ganhos subirem apenas 3,1%. Isso ocorre em um cenário onde o endividamento das famílias atingiu 49,9% da renda, segundo dados do Banco Central, comprometendo quase um terço dos ganhos com dívidas.
Apesar do cenário positivo em geração de renda, o peso das dívidas e o aumento da disparidade entre ricos e pobres mostram que o caminho para a prosperidade geral ainda é longo.




