Botafogo: Tite busca competitividade em meio a pior defesa da era SAF

Destaques
- •Botafogo sofre com a pior defesa da era SAF, com 51 gols sofridos no Brasileirão.
- •Comentaristas apontam necessidade de pragmatismo defensivo e maior competitividade no meio-campo.
- •Próximo desafio do time é contra o Remo, buscando reverter a má fase.
O Botafogo atravessa um momento delicado no Campeonato Brasileiro, com a pior campanha defensiva desde que se tornou SAF. A equipe já sofreu 51 gols em 32 rodadas, um número que preocupa e coloca o time na luta contra o rebaixamento. Mesmo com a chegada do técnico Tite, a defesa continua sendo um ponto frágil, com apenas uma partida sem ser vazada em cinco jogos sob seu comando.
A fragilidade defensiva não é um problema recente, mas se intensificou nas últimas rodadas. Em cinco jogos com Tite, o Botafogo sofreu oito gols, uma média de 1,6 por partida. A defesa tem sofrido com mudanças na escalação devido a problemas médicos, com Ferraresi sendo o único ponto fixo, enquanto outros jogadores como Arthur Chaves, Lucas Monzón e Marçal foram utilizados em diferentes formações.
A necessidade de pragmatismo defensivo
Comentaristas apontam que o Botafogo precisa urgentemente priorizar a organização defensiva para estancar a "sangria" de gols. A estratégia, embora básica, é vista como um primeiro passo essencial para que os outros setores da equipe possam render melhor.
A defesa desorganizada tem sido uma característica recente do time. A expectativa é que, com uma retaguarda mais sólida, o ataque também possa fluir com mais naturalidade. A melhora na pontaria dos jogadores e a diminuição da responsabilidade sobre o atacante Danilo são pontos cruciais para o time.
A comentarista Belle Suarez ressalta que Tite ainda busca tempo para implementar suas ideias e que o momento exige pragmatismo, algo que marcou o trabalho do técnico na seleção brasileira. "Acho que o Tite ainda não teve o tempo necessário para fazer um raio-X em cima do que ele tem à disposição. E se teve, ainda não conseguiu implementar", afirma.
Competitividade e o meio-campo
Outro ponto levantado é a falta de competitividade da equipe, especialmente no meio-campo. O comentarista Paulo César Vasconcellos sugere que Tite não deve ser "refém" de ideias que o consagraram, como a hierarquia de jogadores com "currículo", e que a escolha dos titulares deve considerar o momento atual de cada atleta.
A preferência por Allan em detrimento de Huguinho, por exemplo, impacta diretamente na competitividade. Vasconcellos defende que Tite precisa desenvolver uma relação de cumplicidade com os jogadores para que eles acreditem e compitam em campo.
O desafio imediato é o jogo contra o Remo, uma equipe de "baixa pretensão", mas que pode ser perigosa se o Botafogo não competir. A necessidade de voltar a uma estrutura de meio de campo mais sólida e a busca por jogadores mais assertivos no ataque são essenciais para transformar o time.
O Botafogo ocupa atualmente a 11ª posição no Brasileirão, com 39 pontos. Após o confronto com o Remo, a equipe receberá o Atlético-MG no Nilton Santos.



