Botafogo-PB condenado a pagar R$ 700 mil a Gabriel Tota e Saimon rescinde contrato

Destaques
- •Clube paraibano enfrenta decisões judiciais desfavoráveis que somam quase R$ 1,7 milhão em pagamentos.
- •Meia Gabriel Tota obteve rescisão e condenação de R$ 617 mil por atrasos salariais e outros direitos.
- •Zagueiro Saimon também rescindiu contrato por atrasos e cobra mais de R$ 950 mil.
O Botafogo-PB enfrenta um cenário financeiro delicado com novas condenações judiciais. O clube foi sentenciado a pagar quase R$ 700 mil ao ex-meia Gabriel Tota e o zagueiro Saimon obteve a rescisão unilateral de seu contrato por atrasos salariais, cobrando mais de R$ 950 mil. As decisões do Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (13ª Região) aumentam a pressão sobre a diretoria, em meio a indefinições sobre a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube.
Gabriel Tota consegue decisão favorável milionária
O meia Gabriel Tota entrou com uma ação na Justiça do Trabalho cobrando diversos valores devidos pelo Botafogo-PB. Entre os débitos estavam atrasos salariais de agosto, direitos de imagem de julho e agosto, 13º salário proporcional, férias proporcionais e a falta de pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O jogador, representado pelo advogado Filipe Rino, também alegou outras cláusulas contratuais, elevando o valor total da ação para mais de R$ 1,2 milhão.
Em decisão de tutela de urgência, o juiz José Guilherme Marques Júnior suspendeu o contrato de Tota, liberando-o para assinar com o Boavista. Posteriormente, o Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (13ª Região) condenou o Botafogo-PB ao pagamento de R$ 617.738,66, acrescidos de 10% referentes a honorários advocatícios.
Contratado em março deste ano, Gabriel Tota disputou apenas 12 jogos pelo clube paraibano, marcando dois gols. Sua passagem foi marcada por lesões e perda de espaço no elenco comandado por Marcelo Fernandes.
Saimon também rescinde e cobra altos valores
O zagueiro Saimon foi outro jogador a obter uma decisão judicial favorável. Ele entrou com uma ação cobrando salários e direitos de imagem referentes a setembro, além de 13º salário, férias proporcionais e a segunda parcela de uma luva contratual. O contrato do defensor, que era válido até o fim do Campeonato Paraibano de 2027, também possuía outras cláusulas que o levaram a pedir a rescisão.
Através de um pedido de tutela de urgência, Saimon teve seu contrato rescindido de forma indireta, ficando livre para negociar com outras equipes. O valor total cobrado pelo zagueiro na ação judicial é de R$ 956.198,14.
Incertezas e planejamento para 2027
As recentes decisões judiciais se somam às preocupações com o planejamento para a temporada de 2027, especialmente em meio às indefinições sobre a venda da SAF do Botafogo-PB. A diretoria do clube alegou, em contato com a reportagem, que ainda não foi formalmente notificada sobre as decisões referentes a Tota e Saimon.
A situação financeira e jurídica do clube gera apreensão nos bastidores da Maravilha do Contorno, impactando diretamente a organização e as expectativas para o futuro.



