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Botafogo: Clube social assume controle de 99% da SAF após Eagle Bidco não exercer preferência

26 de outubro de 2026
Botafogo: Clube social assume controle de 99% da SAF após Eagle Bidco não exercer preferência

Destaques

  • •A Eagle Bidco, empresa ligada a John Textor, abriu mão de comprar 49% das novas ações da SAF Botafogo.
  • •Com a decisão, o Botafogo associativo poderá adquirir as ações remanescentes, elevando sua participação para 99,18%.
  • •A mudança administrativa facilita a venda da SAF para o empresário Gabriel de Alba.

O Botafogo associativo está prestes a assumir o controle quase total da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube. A Eagle Bidco, empresa criada pelo americano John Textor e antiga acionista majoritária, não exerceu seu direito de preferência para comprar 49% das novas ações emitidas no aumento de capital social da companhia. Com o fim do prazo para manifestação da Eagle, o caminho fica livre para o clube social deter cerca de 99% das ações da SAF.

O aumento do capital social da SAF foi aprovado em Assembleia Geral Extraordinária no dia 24 de setembro, com a emissão de 200 milhões de novas ações ordinárias Classe B. O edital previa um prazo de 30 dias para que os acionistas – o Botafogo social (51%) e a Eagle (49%) – realizassem aporte para comprar mais ações, de forma proporcional à fatia que já possuíam. O clube social realizou um aporte de pouco mais de R$ 1 milhão, subscrevendo 102 milhões de novas ações (51%).

Eagle Bidco abre mão de novas ações

Como a Eagle Bidco não se manifestou dentro do prazo de 30 dias, o clube social agora poderá comprar a sobra de ações, correspondente às 98 milhões de ações restantes (49%). O prazo para manifestação de interesse na compra dessas ações remanescentes é de cinco dias a partir deste domingo, o primeiro dia após o fim do período estabelecido no edital. Ao final do processo, com as 200 milhões de novas ações incorporadas, a previsão é que o Botafogo fique com 99,18% das ações, enquanto a Eagle ficaria com apenas 0,82%.

Facilitação para venda da SAF

A confirmação da diluição da Eagle Bidco simplifica o processo de venda da SAF Botafogo para o empresário Gabriel de Alba. Caso a Eagle tivesse mantido uma porcentagem maior de ações, o clube social teria que acionar o mecanismo de "direito de drag along", que permite ao acionista majoritário forçar os minoritários a venderem suas ações para um comprador específico. Com o controle majoritário consolidado, a transferência das ações para a GDA Luma, empresa de Gabriel de Alba, pode ser feita de maneira mais direta.

Entendimento de John Textor sobre a situação

Segundo John Textor, a Cork Gully, administradora da Eagle Bidco, propôs um empréstimo de US$ 200 mil ao americano para que o valor fosse usado na aquisição das novas ações da SAF. Textor alega que a proposta não ofereceu garantia de titularidade das ações para ele e que não há uma solução negociada para a transferência das ações sob administração judicial da Cork Gully, que consideraria a participação da Eagle na SAF como "sem valor".

O empresário obteve uma vitória na Justiça dos Estados Unidos, sem possibilidade de recurso, em um processo que determinou que as ações da SAF pertenceriam a Textor. Uma ação similar corre no Brasil, e Textor buscará a homologação da sentença americana no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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