Bolsonarismo e o enigma do voto feminino: o que diz a ciência política?
Destaques
- •A diferença eleitoral entre homens e mulheres se intensificou desde 2018, com mulheres demonstrando maior identificação com a esquerda.
- •O campo da direita, especialmente o bolsonarismo, enfrenta um desafio maior para atrair o eleitorado feminino.
- •Fatores como retórica, pautas sociais e a busca por pacificação podem explicar a tendência do voto feminino.
A disputa eleitoral em 2026 promete ser marcada por um eleitorado cada vez mais dividido por gênero, com as mulheres mostrando uma preferência crescente pela esquerda.
O cientista político Fábio Vasconcellos aponta que essa tendência, que começou a se consolidar em 2018, representa um desafio significativo para o campo da direita, que busca ampliar seu alcance entre as eleitoras.
A retórica incisiva e a pauta armamentista de Jair Bolsonaro em campanhas passadas podem ter afastado parte do eleitorado feminino, que, segundo Vasconcellos, tende a rejeitar mais a política belicosa.
Por outro lado, pautas como igualdade salarial, ampliação de direitos e políticas sociais, como o Bolsa Família, ressoam mais com eleitoras de centros urbanos e regiões periféricas, respectivamente.
Em resumo, a consolidação do voto por gênero é um fenômeno social profundo que exigirá novas estratégias das campanhas em 2026. 📊


