Bispo Macedo e o Digimais: Fraude em banco vira polêmica religiosa e política
Destaques
- •Investigação sobre suposta fraude no banco Digimais, ligado ao bispo Edir Macedo.
- •Autoridades suspeitam de inflação de ativos para esconder problemas financeiros.
- •A polêmica pode acirrar debates sobre a influência religiosa na política brasileira.
A igreja evangélica mais poderosa do Brasil, liderada pelo bispo bilionário Edir Macedo, está no centro de uma polêmica após uma suposta fraude ser descoberta em um banco que ele controla, o Digimais.
Autoridades brasileiras investigam se o banco inflou seus ativos para mascarar problemas financeiros. A polícia já executou mandados e congelou cerca de R$ 670 milhões em bens.
A igreja, por sua vez, afirma que Macedo não faz parte da administração do banco.
Essa investigação levanta questões sobre o império financeiro de Macedo, que também é dono da segunda maior rede de televisão do país e tem forte influência política, apoiando nomes como o ex-presidente Jair Bolsonaro e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva em diferentes momentos.
O caso lembra o escândalo do Banco Master no ano passado, que foi liquidado pelo Banco Central sob acusações semelhantes. A ascensão evangélica, liderada por figuras como Macedo, tem impactado o cenário religioso e político do Brasil, diminuindo a hegemonia católica. 📉
