Biopesticidas 'naturais' causam morte precoce de abelhas no Brasil, aponta estudo

Destaques
- •Biopesticidas, vendidos como alternativa mais segura aos agrotóxicos, estão associados à morte precoce de abelhas polinizadoras.
- •Estudo da UFSC revela que 7 dos 12 biopesticidas mais comercializados no Brasil causam danos significativos aos insetos.
- •A legislação brasileira não exige estudos rigorosos de risco para biopesticidas, diferentemente dos agrotóxicos, o que pode mascarar efeitos adversos e impactar a segurança alimentar.
Acreditava-se que os biopesticidas, feitos de organismos vivos e substâncias naturais, eram uma alternativa mais amiga do ambiente e da saúde humana. Mas, olha só, um estudo da UFSC está mostrando que a história pode ser bem diferente para as abelhas, essenciais para a produção de alimentos e o equilíbrio dos ecossistemas.
A pesquisa identificou que alguns dos biopesticidas mais vendidos no Brasil, apesar de serem rotulados como 'pesticidas biológicos', estão, na verdade, encurtando a vida das abelhas polinizadoras. O problema é que, diferentemente dos agrotóxicos, esses produtos não passam por estudos rigorosos de avaliação de risco antes de serem registrados, o que pode deixar efeitos colaterais importantes passarem batido.
E isso é sério porque a venda desses produtos explodiu, com alta de 674% em 2023, impulsionada também pela busca por alimentos orgânicos. A falta de análise de risco pode mascarar as causas reais de mortalidade de abelhas, levando a uma crise de polinizadores que impactaria diretamente a agricultura brasileira.
A recomendação é para ter cautela no uso desses biopesticidas, especialmente na produção orgânica, até que os danos a organismos não-alvo sejam adequadamente avaliados. Afinal, a segurança alimentar do país depende muito desses pequenos polinizadores 🐝.




