Biometano: O novo combustível que desafia os elétricos no transporte público brasileiro

Destaques
- •Goiânia lança os primeiros ônibus articulados movidos a biometano no Brasil.
- •Combustível alternativo produzido a partir de resíduos ganha espaço diante de desafios na eletrificação.
- •Biometano oferece vantagens em custo de aquisição e infraestrutura comparado aos elétricos.
A corrida para descarbonizar o transporte público brasileiro ganhou um novo competidor: o biometano. Em março, Goiânia deu o pontapé inicial com os primeiros ônibus articulados movidos a esse combustível, produzido a partir de resíduos como vinhaça, dejetos animais e lixo.
A novidade surge em um momento em que a eletrificação das frotas, antes vista como a única solução, esbarra em dificuldades. Em São Paulo, por exemplo, metas de eletrificação foram adiadas devido a desafios como o tempo de recarga dos veículos e a necessidade de reforço na rede elétrica.
Mas o biometano não está sozinho nessa briga pela descarbonização.
Essa realidade abre espaço para um debate mais pragmático: a descarbonização pode e deve vir de diversas tecnologias, incluindo modelos híbridos com etanol. O biometano se destaca por ter um custo de aquisição cerca de 1,5 vez maior que o do diesel, contra 2,5 a 3 vezes mais dos elétricos, e exige infraestrutura mais simples, sem depender de upgrades massivos em subestações. A autonomia também é um ponto forte, superando os 400 km.
Apesar de a manutenção do motor a gás custar um pouco mais e os cilindros serem importados, o biometano ganha escala mais rápido, posicionando-se como uma solução viável para empresas de transporte urbano que enfrentam dificuldades de acesso a crédito e renovação de frotas. 💰




