Belém ganha primeiro data center de IA, mas já acende alerta ambiental
Destaques
- •Primeiro data center de IA da Amazônia será instalado em Belém.
- •Ministério Público do Pará investiga riscos ambientais, como 'ilhas de calor'.
- •Brasil carece de regras específicas para licenciamento de data centers.
Belém está prestes a receber o BEL1, o primeiro data center de Inteligência Artificial da Amazônia, prometendo impulsionar a região no cenário digital. A iniciativa da Elea Data Centers visa aproximar o processamento de dados dos usuários, reduzindo a dependência de servidores externos.
No entanto, o projeto já enfrenta escrutínio. O Ministério Público do Pará abriu um inquérito civil, preocupado com o risco de formação de 'ilhas de calor' em uma área já sujeita a altas temperaturas. A questão se agrava pela ausência de regras ambientais específicas no Brasil para esse tipo de instalação.
A empresa alega que o data center consumirá menos energia que um shopping center de médio porte e que os sistemas de resfriamento serão de expansão direta, sem uso de água. A previsão é de início de operação no segundo trimestre de 2027, com capacidade inicial de 7,5 megawatts, expansível para até 100 megawatts.
Enquanto a Elea Data Centers garante que segue os trâmites legais e planeja diálogo com as comunidades, órgãos ambientais estaduais e municipais afirmam não ter processos de licenciamento em andamento, gerando incertezas sobre a regulamentação e os impactos reais.
O caso levanta um debate global adaptado à realidade amazônica: o equilíbrio entre o desenvolvimento tecnológico urgente e a proteção de um ecossistema sensível, em um país que ainda não definiu como lidar com os efeitos colaterais da IA. 🌡️



