BCB dá uma freada nas compras de ouro, mas a estratégia de diversificação segue firme

Destaques
- •Banco Central do Brasil reduziu o ímpeto de compra de ouro para suas reservas internacionais em 2025.
- •Em 2024, o BCB foi o 4º maior comprador global, mas sumiu dos relatórios de janeiro a março de 2025.
- •Apesar da pausa, a tendência de diversificação das reservas, com foco em ouro, euro e renminbi, continua.
Parece que o Banco Central do Brasil deu uma maneirada nas compras de ouro em 2025. Depois de ser um dos mais ativos no ano passado, figurando como o 4º maior comprador global com 43 toneladas, o BCB sumiu dos radares em janeiro, fevereiro e março deste ano.
Apesar dessa pausa, a estratégia de diversificar as reservas internacionais, que tem visto o ouro ganhar espaço – saindo de 1,19% para 7,19% nos últimos 10 anos – segue firme e forte.
O Conselho Mundial do Ouro (WGC) espera que as compras de bancos centrais continuem robustas, mesmo com a volatilidade dos preços e os riscos geopolíticos. A busca por ativos sem exposição a contrapartes e a desdolarização continuam impulsionando a demanda por ouro.
Apesar de uma queda de 12% em março, reflexo da alta de juros e inflação, o ouro continua sendo um porto seguro em tempos de incerteza. O BCB, inclusive, incluiu o won sul-coreano em suas reservas e aumentou posições em euro e renminbi.




