BC aperta cerco: IFs precisam 'limpar' dados para IA e evitar multas da Resolução 18/2025

Destaques
- •Nova resolução do Banco Central exige governança e qualidade de dados das instituições financeiras.
- •IA e regulamentação impulsionam a necessidade de gestão eficiente de dados para evitar falhas e perdas.
- •Instituições devem garantir rastreabilidade e auditabilidade de todas as transformações de dados.
O Banco Central e o CMN estão apertando o cerco nas instituições financeiras. A Resolução Conjunta 18/2025, com prazo final em 31 de dezembro, exige que elas comprovem a qualidade e a rastreabilidade dos seus dados, desde a origem até os relatórios regulatórios.
A pressão não vem só da regulamentação. A ascensão da inteligência artificial também joga um papel crucial. Afinal, dados de má qualidade levam a falhas em iniciativas de IA, gerando perdas financeiras e de confiança.
O objetivo é claro: garantir que as informações contábeis, operacionais e de risco sejam íntegras e auditáveis, sem manipulações não controladas.
Para isso, o BC exige que um diretor (geralmente o CRO ou de Compliance) seja o responsável pela qualidade dos dados, assegurando a segregação de funções e a independência entre as áreas que produzem e que auditam as informações. Sem essa organização, as IFs correm o risco de falhar na adequação e sofrer as consequências. 📉



