Azul corta voos e mira passageiro de luxo com combustível caro e impostos nas alturas

Destaques
- •Preço do querosene de aviação subiu 70% em um ano, forçando a Azul a reduzir a malha de voos em 5%.
- •Companhia busca compensar custos com foco em passageiros corporativos e renovação de frota com aeronaves de longo curso.
- •Reforma tributária pode encarecer ainda mais passagens, impactando a demanda e a competitividade do setor aéreo brasileiro.
O combustível de aviação disparou 70% em um ano, e a Azul Linhas Aéreas já sentiu o baque. A companhia anunciou um corte de 5% na malha de voos e não descarta mais reduções se a guerra persistir e as tarifas não subirem.
O CEO da Azul, John Rodgerson, alertou que seria "burrice" ignorar a pressão de custos, um problema que afeta toda a indústria globalmente, com a Iata projetando uma queda significativa nos lucros do setor.
A situação no Brasil é agravada por impostos e um volume altíssimo de litígios judiciais. Para driblar isso, a Azul aposta em passageiros corporativos e na renovação da frota com novos Airbus A330neo, visando rotas internacionais.
O cenário pode piorar com a reforma tributária, que prevê um IVA de 26,5% sobre passagens, ameaçando a demanda e a competitividade. A Azul, que saiu de uma recuperação judicial com dívida reduzida, busca se fortalecer nesse ambiente desafiador. 📉




