Avião decola: Classe econômica encolhe, premium sobe

Destaques
- •Companhias aéreas reduzem assentos econômicos e aumentam os premium.
- •Assentos premium podem custar o dobro e geram mais receita para as empresas.
- •Famílias com renda acima de US$ 100 mil são o foco principal das aéreas.
Atenção, viajantes: a classe econômica está ficando mais apertada nos aviões. As companhias aéreas estão de olho no bolso de quem pode e quer pagar mais por conforto.
A estratégia é clara: reformar aeronaves e encomendar modelos novos com mais assentos premium (executiva e primeira classe). O resultado? Um aumento de 27% em assentos premium em voos domésticos desde janeiro de 2020, quase o triplo do crescimento dos assentos econômicos.
Essa mudança de rota tem um motivo: lucratividade.
Assentos premium, que custam o dobro da econômica, ajudam a subsidiar os preços baixos na cabine principal e impulsionam a receita. A Delta, por exemplo, viu suas vendas de bilhetes premium crescerem 9% no último trimestre, enquanto a cabine principal caiu 7%. A United já superou a econômica básica em receita com assentos premium em 2025. O foco são famílias com renda acima de US$ 100 mil, que representam 75% dos gastos com viagens de lazer.
O jogo mudou: um assento de avião não é mais só um assento, é um sistema escalonado de preços para atender todos os bolsos (ou quase todos). ✈️




