Autocoleta de HPV: a revolução que pode acabar com o câncer de colo do útero no Brasil

Destaques
- •Estudo da USP aponta que autocoleta de urina e material vaginal são confiáveis para detecção de HPV.
- •Novos métodos podem aumentar o acesso ao rastreamento, superando barreiras como medo e dificuldade de acesso à saúde.
- •Estratégia pode ser crucial para a meta de erradicação do câncer de colo do útero até 2030.
A detecção do papilomavírus humano (HPV) por meio da autocoleta de urina e material vaginal, realizada em casa, pode ser um divisor de águas na prevenção do câncer de colo do útero no Brasil. Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que esses métodos são tão confiáveis quanto a coleta feita por profissionais de saúde.
Apesar de o câncer de colo do útero ser altamente prevenível, ele ainda causa milhares de mortes no país. A autocoleta surge como uma solução promissora para superar barreiras como medo, dificuldade de acesso e falta de tempo, que impedem muitas mulheres de realizar o rastreamento.
A coleta de urina foi a mais aceita, mas ambos os métodos de autocoleta apresentaram alta aceitabilidade. A estratégia, já utilizada em países como Holanda e Austrália, ainda não tem previsão de chegada ao Brasil, mas pode ser fundamental para alcançar a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de erradicar o câncer de colo do útero até 2030.
A iniciativa se alinha com a incorporação recente do teste molecular para detecção do HPV pelo SUS, que promete identificar alterações precursoras da doença com anos de antecedência. A expectativa é que a autocoleta amplie ainda mais o acesso e a cobertura dos exames no país, salvando vidas. 🌍




