Atleta amapaense tenta recorde mundial de kitesurf no Rio Amazonas

Destaques
- •Eliton Franco percorreu mais de 500 km em 16 horas de kitesurf no Rio Amazonas.
- •O desafio visava conscientizar sobre a preservação dos rios amazônicos e buscar um recorde mundial.
- •A jornada foi interrompida por desgaste físico e problemas com equipamentos, mas dados serão auditados.
O atleta amapaense Eliton Franco completou um desafio de kitesurf no Rio Amazonas, percorrendo mais de 500 km em aproximadamente 16 horas. A jornada, que começou na segunda-feira (26) e terminou na madrugada de terça-feira (27), tinha como objetivo principal chamar a atenção para a preservação dos rios amazônicos e, secundariamente, buscar o reconhecimento de uma marca mundial.
A iniciativa, batizada de Desafio em Defesa da Amazônia, almejava registrar a maior distância percorrida em kitesurf em ambiente fluvial durante uma única jornada contínua. Os dados registrados pelo equipamento do atleta serão submetidos a uma auditoria para verificar a distância e o tempo, embasando a tentativa de recorde.
Desgaste físico e falhas de equipamento interrompem o desafio
Apesar da impressionante marca, Eliton Franco precisou interromper o percurso devido a um intenso desgaste físico e dificuldades com os equipamentos de comunicação e iluminação durante a navegação noturna. O atleta relatou dormência nos pés, ferimentos no quadril e dores provocadas pela pressão constante sobre a prancha.
"Meus pés estão adormecidos, acho que vou perder uma unha do dedo direito porque a pressão em cima da prancha é muito grande. Eu estou com ferimentos no quadril, tava meio sonolento e tive a decisão difícil de parar", comentou Franco.
Problemas na navegação noturna e comunicação
O atleta também enfrentou problemas com a comunicação e o peso dos equipamentos, que contribuíram para a decisão de encerrar o percurso. Durante a navegação no escuro, Eliton relatou ter atingido pedaços de madeira no rio e sentido dores na coluna.
"A comunicação falhou. Só a lanterna pesava meio quilo e mais o comunicador pesou demais, começou a doer minha cervical e eu joguei fora o capacete. Velejei no escuro, bati em pau (pedaços de madeira), minha coluna estalou e eu decidi voltar", explicou.
Próximos passos e validação do recorde
Mesmo com a interrupção, a permanência de cerca de 16 horas no Rio Amazonas e a distância percorrida são significativas. A eventual homologação do recorde mundial dependerá da auditoria dos dados coletados e da validação dos critérios exigidos pela entidade responsável pelo reconhecimento da marca. A iniciativa reforça a ligação entre o esporte e a conscientização ambiental.



