Ativista nigeriano transforma trauma de tráfico humano em luta global

Destaques
- •Fundador da Migrants Lives Matter relata experiência de sequestro e prisão na Líbia.
- •Redes sociais e vulnerabilidade social são portas de entrada para o tráfico.
- •Crianças representam 61% das vítimas de tráfico na África Subsaariana.
A frase de impacto: “Mesmo que eu morra, cada vida salva terá valido a pena”. Essa é a filosofia de Udekwe Kennedy Obinna, fundador da Migrants Lives Matter, organização que combate o tráfico humano na África.
Obinna, que foi vítima de uma rede criminosa e passou cinco meses preso na Líbia, transformou seu trauma em ativismo. Ele alerta que o desemprego, a pobreza e a má governança alimentam essas redes, que usam as redes sociais para aliciar jovens com promessas de uma vida melhor na Europa e EUA.
A situação é alarmante: o último relatório do UNODC aponta que crianças são 61% das vítimas de tráfico na África Subsaariana, com trabalho forçado e exploração sexual como principais modalidades.


