Assédio Eleitoral nas Empresas: O Que a Justiça do Trabalho Tem Visto
Destaques
- •A Justiça do Trabalho registrou 738 processos de assédio eleitoral desde 2023.
- •Terror psicológico e pressão econômica são as táticas mais comuns.
- •O WhatsApp é a principal ferramenta digital usada para coação.
A Justiça do Trabalho tem um novo foco: o assédio eleitoral dentro das empresas. Nos últimos anos, o número de processos sobre o tema disparou, revelando táticas preocupantes usadas para influenciar trabalhadores.
A pesquisa inédita do Tribunal Superior do Trabalho (TST) mostra que o terror psicológico, com narrativas alarmistas sobre o futuro do emprego, lidera as queixas. Ameaças econômicas, como demissão ou perda de benefícios, também são frequentes.
A pressão muitas vezes se espalha pelo ambiente digital, com o WhatsApp sendo a ferramenta preferida para criar grupos, exigir compartilhamento de conteúdo e até monitorar redes sociais dos funcionários. Em 81,9% dos casos, o terror psicológico foi a tática mais usada, enquanto a pressão econômica apareceu em 61,6%.
E o pior: em 92% das situações, o assédio tem características institucionais, ou seja, está ligado à própria cultura e estrutura da empresa, com envolvimento da alta administração. A Justiça agora reforçou o monitoramento e pode determinar desde indenizações até a proibição de tais práticas.

