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Assédio Eleitoral nas Empresas: O Que a Justiça do Trabalho Tem Visto

18 de agosto de 2026

Destaques

  • A Justiça do Trabalho registrou 738 processos de assédio eleitoral desde 2023.
  • Terror psicológico e pressão econômica são as táticas mais comuns.
  • O WhatsApp é a principal ferramenta digital usada para coação.

A Justiça do Trabalho tem um novo foco: o assédio eleitoral dentro das empresas. Nos últimos anos, o número de processos sobre o tema disparou, revelando táticas preocupantes usadas para influenciar trabalhadores.

A pesquisa inédita do Tribunal Superior do Trabalho (TST) mostra que o terror psicológico, com narrativas alarmistas sobre o futuro do emprego, lidera as queixas. Ameaças econômicas, como demissão ou perda de benefícios, também são frequentes.

A pressão muitas vezes se espalha pelo ambiente digital, com o WhatsApp sendo a ferramenta preferida para criar grupos, exigir compartilhamento de conteúdo e até monitorar redes sociais dos funcionários. Em 81,9% dos casos, o terror psicológico foi a tática mais usada, enquanto a pressão econômica apareceu em 61,6%.

E o pior: em 92% das situações, o assédio tem características institucionais, ou seja, está ligado à própria cultura e estrutura da empresa, com envolvimento da alta administração. A Justiça agora reforçou o monitoramento e pode determinar desde indenizações até a proibição de tais práticas.

Fontes

https://g1.globo.com/dynamo/politica/rss2.xml

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