Aspirina: De Alívio para Dor de Cabeça à Guardiã do Coração e Aliada Contra o Câncer

Destaques
- •A aspirina, ou ácido acetilsalicílico (AAS), além de aliviar dores, tem papel crucial na prevenção de eventos cardiovasculares.
- •Seu mecanismo de ação, descoberto em 1971, bloqueia a produção de prostaglandinas e tromboxano A2, tendo efeitos analgésicos e antiagregantes plaquetários.
- •Embora paracetamol e dipirona sejam mais seguros em casos de suspeita de dengue devido ao menor risco de sangramento, a aspirina em baixa dose é recomendada para prevenção de pré-eclâmpsia e em pacientes com histórico cardiovascular.
A velha conhecida aspirina, presente em quase todos os lares, vai muito além do alívio para aquela dor de cabeça chata. O ácido acetilsalicílico (AAS), sua substância ativa, se revela um curinga na medicina moderna.
Descoberta em sua forma modificada pela Bayer em 1897, a aspirina tem um mecanismo de ação que bloqueia a produção de substâncias inflamatórias e plaquetas, o que lhe confere propriedades analgésicas e antiagregantes.
Mas atenção: enquanto o paracetamol e a dipirona ganham espaço em casos de suspeita de dengue por serem mais seguros, a aspirina em baixas doses (75-100mg) é um salva-vidas na prevenção de infartos, AVCs e até na pré-eclâmpsia em gestantes de risco, conforme recomendação da Febrasgo.
E não para por aí: estudos indicam um potencial benefício na prevenção de certos tipos de câncer colorretal, especialmente em subgrupos específicos, embora a USPSTF e a Cochrane peçam cautela para a população geral. 💰




