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Armas continuam chegando em Israel mesmo após alerta de genocídio

24 de maio de 2026
Armas continuam chegando em Israel mesmo após alerta de genocídio

Destaques

  • Investigação da Al Jazeera revela que 51 países continuaram a enviar suprimentos militares para Israel após alerta da Corte Internacional de Justiça (CIJ).
  • O fluxo de armamentos se intensificou após janeiro de 2024, com mais de US$ 885 milhões em mercadorias militares importadas até outubro de 2025.
  • Países como EUA, Índia, Romênia, Taiwan e República Tcheca lideram as exportações, com alguns tendo publicamente anunciado suspensões.

Olha só essa bomba: mesmo com a Corte Internacional de Justiça (CIJ) alertando para risco de genocídio em Gaza desde janeiro de 2024, pelo menos 51 países continuaram mandando mercadorias militares para Israel. A investigação da Al Jazeera mostra que o fluxo não só persistiu, como se intensificou.

Os dados alfandegários indicam que, após o alerta da CIJ, Israel importou cerca de US$ 885,6 milhões em suprimentos militares até outubro de 2025. O detalhe é que 91% desse valor (quase R$ 5 bilhões) foi registrado depois da decisão judicial. Os maiores fornecedores nesse período foram Estados Unidos (42%) e Índia (26%).

E o mais bizarro é que algumas dessas nações haviam anunciado publicamente suspensão de vendas de armas. A Espanha, por exemplo, disse ter parado em outubro de 2023, mas continuou com 99 remessas. O Canadá, a França e o Reino Unido também aparecem na lista, mostrando que o discurso nem sempre bate com a prática.

Isso levanta um questionamento sério sobre a cumplicidade de países em crimes internacionais, já que a ONU já concluiu em relatório que Israel cometeu genocídio. 🌍

Fontes

https://operamundi.uol.com.br/feed/

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