Argentina: Milei e a Sombra da Ditadura

Destaques
- •Governo de Javier Milei tenta reescrever a história do golpe militar de 1976.
- •Críticos apontam semelhanças entre a retórica atual e o período da ditadura.
- •A esquerda argentina busca se reorganizar diante do avanço da extrema-direita.
A Argentina completa 50 anos do seu último golpe de Estado cívico-militar, e o governo de Javier Milei já dá sinais de que vai usar a data para impor sua narrativa.
A estratégia é clara: insistir na “Teoria dos Dois Demônios”, que minimiza as violações de direitos humanos da ditadura e classifica grupos de resistência como “terroristas”.
Essa postura, segundo analistas, ecoa as ideias econômicas da época, com foco no neoliberalismo e na centralidade do mercado.
O cenário reflete um profundo descontentamento social, que a extrema-direita soube capitalizar.
Enquanto isso, a esquerda argentina busca se recompor, enfrentando o desafio de criar novas narrativas e atores políticos para lidar com a atual conjuntura.
O governo de Milei, aliás, chega a este marco histórico com índices de desaprovação crescentes e uma economia que começa a pesar no bolso da população 📉.




