Argentina em Marcha: Educação Pública Ameaçada pelo Governo Milei

Destaques
- •Centenas de milhares foram às ruas em defesa da educação pública e contra o desfinanciamento.
- •Salários de professores universitários abaixo da linha da pobreza, com perdas significativas.
- •Orçamento universitário no menor nível desde 1989, com cortes projetados para 2026.
A Argentina parou nesta terça-feira (12/05) com a Quarta Marcha Universitária Federal, reunindo centenas de milhares em defesa da educação pública e para exigir que o governo de Javier Milei cumpra a Lei de Financiamento das Universidades.
O protesto expôs o desfinanciamento e desmantelamento das instituições, onde 70% dos salários de professores e funcionários estão abaixo da linha da pobreza, com uma perda salarial expressiva desde o início do governo.
A mobilização, que contou com mais de 60 universidades, denunciou a queda do orçamento universitário para 0,428% do PIB, o menor índice desde 1989, com projeções de cortes ainda maiores.
O reitor da UBA, Guillermo Durán, acusou o governo de tentar sufocar as universidades para torná-las de baixa qualidade e justificar o corte de verbas, um plano que, segundo ele, visa eliminar a educação pública de qualidade.
As universidades argentinas, que oferecem ensino superior gratuito desde 1949, veem sua tradição ameaçada por esses cortes, motivando a população a defender o modelo educacional nacional. A luta é para garantir que o futuro de prosperidade do país não se torne apenas um sonho. 📉




