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Anvisa reforça proibição de ashwagandha como suplemento alimentar no Brasil

22 de outubro de 2026
Anvisa reforça proibição de ashwagandha como suplemento alimentar no Brasil

Destaques

  • •Anvisa emite alerta sobre a proibição do uso da erva ashwagandha como suplemento alimentar no Brasil.
  • •A agência cita risco à saúde após caso de falência hepática e danos cerebrais em mulher britânica.
  • •Fabricação, comercialização, distribuição e uso da substância são proibidos no país.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta para reforçar a proibição do uso do suplemento alimentar ashwagandha no Brasil. A erva asiática, popularizada em redes sociais como o TikTok para fins de relaxamento e alívio de sintomas da perimenopausa, não possui registro na agência reguladora e sua comercialização é proibida.

A Anvisa citou o caso de uma mulher britânica que sofreu falência hepática, paradas cardíacas e sérios danos cerebrais após o consumo do produto. A agência ressalta que a fabricação, comercialização, distribuição e uso da ashwagandha são proibidos no país, pois a substância não integra a lista de ingredientes autorizados para uso em suplementos alimentares.

O que são suplementos alimentares?

De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada nº 243/2018, suplementos alimentares são produtos destinados a complementar a alimentação de pessoas saudáveis, fornecendo nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos. Eles devem ser feitos com substâncias autorizadas e podem conter aditivos para melhorar sabor, cor e aroma.

Esses produtos são geralmente consumidos por via oral em formas como comprimidos, cápsulas, pó ou barras. A Anvisa enfatiza que nem todas as pessoas necessitam de suplementos, e seu uso deve ser avaliado com a ajuda de profissionais de saúde qualificados, considerando a condição de saúde atual, a qualidade da alimentação e a prática de atividade física.

Riscos associados ao consumo

A maior parte dos perigos relacionados ao consumo de suplementos alimentares está associada a produtos irregulares, que podem conter substâncias não avaliadas pelos órgãos reguladores ou apresentar falhas nas condições de fabricação. No entanto, mesmo produtos legalizados podem prejudicar a saúde se consumidos em desacordo com as necessidades individuais e as instruções de uso.

A agência reforça a importância de consultar rigorosamente as indicações do fabricante, respeitando dosagens, advertências e restrições informadas no rótulo e na embalagem. A vinculação do uso de suplementos a alegações de cura, tratamento ou prevenção de doenças é terminantemente proibida.

O que diz a pesquisa

Um estudo publicado na revista Phytotherapy Research em 2025, intitulado "Ashwagandha: Is It Safe? Part 1: A Regulatory Review", aponta que a ashwagandha (Withania somnifera) tem sido alvo de crescente escrutínio por parte de reguladores da União Europeia (UE) quanto à sua segurança em suplementos alimentares. A revisão resume como a substância é regulamentada em alguns dos principais mercados mundiais e menciona uma recomendação recente para um procedimento que pode levar à proibição de seu uso como ingrediente em suplementos alimentares na UE.

Pesquisa citada

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