Anthropic diz 'não' ao Pentágono e recusa contrato por uso de IA em armas e vigilância
Destaques
- •Anthropic se recusa a renovar contrato com o Departamento de Defesa dos EUA.
- •Divergências giram em torno do uso da IA Claude em vigilância doméstica e armas autônomas.
- •A empresa defende salvaguardas éticas, enquanto o Pentágono busca flexibilidade, citando a China.
A Anthropic, mente por trás da IA Claude, deu um passo atrás e encerrou as negociações para renovar contrato com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O motivo? Divergências éticas sobre como a tecnologia seria utilizada.
A empresa alegou que o Pentágono exigia concordância com "qualquer uso legal" da tecnologia, algo que a Anthropic recusou por não prever salvaguardas contra vigilância doméstica em massa e armas totalmente autônomas. O CEO, Dario Amodei, deixou claro que prefere não trabalhar com o Pentágono a ceder em pontos que podem minar valores democráticos.
A resposta do subsecretário de Defesa, Emil Michael, veio rápida, criticando a postura da Anthropic e defendendo a necessidade de os EUA se prepararem, citando a China.
O Departamento de Defesa, que agora também é formalmente chamado de Departamento de Guerra, pode até usar a Lei de Produção de Defesa para forçar a empresa a atender às demandas, classificando-a como um risco à cadeia de suprimentos. Um impasse que pode ter sérias consequências 📉.

