Anistia Internacional acusa Israel de 'limpeza étnica' e pede reação global

Destaques
- •ONG denuncia deslocamento forçado de 27 comunidades palestinas na Cisjordânia.
- •Relatório aponta "apelos explícitos" de autoridades israelenses para expansão de assentamentos.
- •Aumento de violência por colonos e pressão para expulsão de beduínos.
A Anistia Internacional jogou uma bomba no tabuleiro geopolítico, acusando Israel de promover uma "limpeza étnica" contra comunidades beduínas e pastoris na Cisjordânia ocupada. A ONG classifica a situação como um "crime contra a humanidade de transferência forçada", pedindo que a comunidade internacional não fique de braços cruzados.
O relatório aponta que 27 comunidades palestinas já foram deslocadas à força ou estão sob ameaça iminente de remoção, especialmente na chamada área C, que concentra 60% do território e está sob controle israelense. A Anistia denuncia "apelos explícitos de autoridades israelenses" para a expansão de assentamentos e medidas para diminuir a presença palestina.
A organização ainda destaca que a violência dos colonos aumentou drasticamente desde outubro de 2023, com uma média de seis ataques por dia neste ano. A Anistia Internacional enfatiza que essa "campanha de limpeza étnica" conta com o apoio do Estado israelense, e não é obra de "rebeldes" ou "extremistas" isolados.
A ONG faz um apelo direto aos líderes mundiais para que proíbam imediatamente todo comércio, investimento ou cooperação que contribua para a ocupação ilegal e o sistema de apartheid promovido por Israel. A inação, segundo a Anistia, "alimenta diretamente crimes contra a humanidade". 🌍




