Amazônia respira: Desmatamento em áreas protegidas cai 80%, mas alerta persiste

Destaques
- •Mais de 80% das áreas protegidas da Amazônia registraram zero desmatamento no primeiro semestre de 2026.
- •A redução geral do desmatamento na Amazônia é a menor em 8 anos, caindo 10% em relação ao ano anterior.
- •Apesar dos avanços, focos de desmatamento persistem, como na APA Triunfo do Xingu, e a aprovação de projetos de lei que reduzem áreas protegidas levantam preocupações.
A Amazônia deu um respiro no primeiro semestre de 2026: 588 áreas protegidas, mais de 80% do total, não registraram nenhum desmatamento. Isso inclui 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação.
No geral, a floresta perdeu 1.145 km², uma queda de 10% em relação ao ano passado e o menor índice para um primeiro semestre em 8 anos. Um alívio e tanto, especialmente após os EUA ameaçarem com tarifas sobre produtos brasileiros por causa do desmatamento.
Ainda assim, nem tudo são flores. A APA Triunfo do Xingu, no Pará, foi responsável por metade de todo o desmatamento em áreas protegidas. E a Floresta Nacional do Jamanxim, também no Pará, foi a quinta mais desmatada, com o agravante de um projeto de lei aprovado no Senado que pode reduzir sua área.
A pressão continua, e o governo brasileiro agora corre para que a Presidência vete esse projeto de lei, defendendo a importância das unidades de conservação.
No fim das contas, a situação melhora, mas a vigilância precisa ser constante. 🌳



