Alcoa turbina produção de alumínio no Brasil e mira minas de bauxita

Destaques
- •Alcoa compra ativos de bauxita, alumina e alumínio da South32 por US$ 4,1 bilhões.
- •Movimento aumenta controle da Alcoa sobre o complexo Alumar e a insere na Mineração Rio do Norte (MRN).
- •Cenário global de aperto na oferta de bauxita e alumínio impulsiona disputa por ativos brasileiros.
A Alcoa anunciou um grande movimento no mercado de alumínio, fechando um acordo de US$ 4,1 bilhões para adquirir ativos de bauxita, alumina e alumínio da South32. A jogada vai fortalecer a presença da companhia americana no Brasil, ampliando seu controle sobre o complexo Alumar, no Maranhão, e marcando sua entrada na Mineração Rio do Norte (MRN), no Pará.
Essa aquisição acontece em um momento crucial, com a oferta global de bauxita e alumina apertada. O preço do alumínio na LME já subiu quase 20% no ano, impulsionado por fatores geopolíticos no Oriente Médio e pela limitação da produção chinesa.
A decisão da Guiné de restringir exportações de bauxita também encarece o acesso a minas fora de seu controle, como a MRN, tornando a entrada da Alcoa ainda mais estratégica. O Brasil, com essas movimentações, se consolida como peça central na disputa por segurança de suprimento no setor.
O mercado já vinha sentindo essa disputa, com a recente venda do controle da CBA para uma joint venture entre a chinesa Chinalco e a Rio Tinto. São duas operações de grande porte em ativos brasileiros em menos de seis meses, mostrando que o país virou um polo de atração para grandes mineradoras globais.
A Alcoa pretende finalizar a transação no primeiro semestre de 2027, com financiamento inicial via Goldman Sachs. A estratégia da companhia é clara: transformar participações minoritárias em controle pleno ao longo de toda a cadeia produtiva. 💰



