Alckmin ignora Milei e foca em acordos bilionários com a Coreia do Sul

Destaques
- •Brasil e Coreia do Sul assinam novos acordos de cooperação em comércio, tecnologia e investimentos.
- •O comércio bilateral atingiu US$ 10,8 bilhões em 2025, com investimentos sul-coreanos de US$ 8,9 bilhões.
- •Meta é dobrar o volume de negócios nos próximos anos, com foco em industrialização e transferência de tecnologia.
Enquanto o presidente argentino Javier Milei ataca o governo brasileiro, o vice-presidente Geraldo Alckmin mostra que o Brasil segue focado em parcerias estratégicas. Ele classificou as falas de Milei como "lamentáveis", mas ressaltou que a integração econômica do Mercosul não será comprometida.
O foco agora é aprofundar a parceria com a Coreia do Sul. Foram assinados novos acordos de cooperação em comércio, tecnologia e investimentos durante o evento Brazil-Korea Business Roundtable, em São Paulo.
A meta é ambiciosa: quase dobrar o comércio bilateral, que em 2025 movimentou US$ 10,8 bilhões, e os investimentos sul-coreanos no Brasil, que somam US$ 8,9 bilhões. A ideia é ir além da exportação de matérias-primas e apostar em industrialização conjunta, transferência de tecnologia e engenharia compartilhada.
O ministro Márcio Elias Rosa também destacou o potencial do Brasil para receber investimentos em inteligência artificial e centros de dados, aproveitando a matriz energética renovável e a estabilidade regulatória. A cooperação se estende a áreas como minerais críticos, agronegócio, biocombustíveis e até mesmo o setor aeroespacial, com a Coreia do Sul sendo o primeiro país asiático a adquirir o cargueiro KC-390 da Embraer.

