Adeus, polvo em cativeiro? Gigante espanhola desiste de fazenda milionária após polêmica

Destaques
- •Nueva Pescanova cancela projeto de fazenda de polvos na Espanha após 5 anos de disputa.
- •Decisão envolveu questões comerciais e regulatórias, mas ativistas celebram vitória moral e ambiental.
- •Crescente preocupação com bem-estar animal e senciência dos polvos impulsiona proibições nos EUA e outros países.
A Nueva Pescanova, gigante espanhola de frutos do mar, jogou a toalha e cancelou seu ambicioso projeto de criar polvos em cativeiro em Las Palmas, Gran Canaria. A fazenda, que prometia movimentar cerca de R$ 400 milhões, foi suspensa após cinco anos de batalha judicial e intensa polêmica.
A empresa alegou "considerações comerciais e regulatórias" para o encerramento, mas o fim do projeto ecoa uma onda global de preocupação com o bem-estar animal. O documentário Professor Polvo, sucesso da Netflix, expôs a inteligência e complexidade desses animais, acendendo o debate sobre a ética de criá-los em massa.
A decisão da Pescanova pode ser um marco. Estados como Washington e Califórnia já proibiram a criação de polvos, e projetos de lei semelhantes surgem no México, Chile e Espanha. A ciência aponta cada vez mais para a senciência dos polvos, capazes de sentir dor e angústia, o que torna a ideia de fazendas comerciais um dilema moral.
O potencial econômico era alto, com o mercado global de polvo avaliado em US$ 198 milhões. No entanto, o impacto do documentário e a crescente conscientização sobre o sofrimento animal transformaram a ideia em algo "muito desagradável" para muitos, forçando empresas e governos a repensar o futuro da aquicultura. 📉



