A idade do Presidente importa? Liderança e risco num mundo em ruptura
Destaques
- •Análise de risco da idade avançada na liderança política, focando no contexto brasileiro.
- •Comparação com o passado (Ulysses Guimarães) e o presente (Lula) para ilustrar a mudança de paradigma.
- •Argumento de que idade avançada em tempos de rápida transformação representa um risco estrutural e cognitivo para a governança.
Aos 59 anos, o autor reflete sobre o impacto da idade na performance, ligando a experiência pessoal à liderança política em um mundo em constante aceleração.
A questão da idade na política, muitas vezes moralizada, é apresentada como uma variável objetiva de risco, especialmente em cargos de poder máximo, onde o custo do erro aumentou drasticamente.
Em tempos de ruptura histórica, com avanços tecnológicos e geopolíticos, a adaptabilidade e a velocidade de processamento tornam-se mais cruciais que a experiência acumulada.
O texto aponta três riscos principais associados à idade avançada na presidência: descontinuidade médica, redução cognitiva e maior risco de governança por delegação.
A discussão, portanto, não é sobre preconceito, mas sobre responsabilidade com o futuro, comparando a gestão de riscos na política com a de portfólios de investimento.



