A IA está encarecendo seus eletrônicos: O que você precisa saber

Destaques
- •47% das indústrias eletroeletrônicas já sentem pressão nos custos de insumos.
- •Aumento de até 100% em memórias pode repassar 30% no preço de notebooks e celulares.
- •Crise atual é vista como mais grave que a da Covid-19, com pressão que deve durar até 2028.
A onda da inteligência artificial está batendo na porta e, de quebra, pode encarecer seus eletrônicos. Uma recente pesquisa da Abinee revelou que 47% das indústrias eletroeletrônicas já sentem o aperto nos custos de componentes e matérias-primas.
O vilão da vez são as memórias, com reajustes que podem chegar a 100%. Isso significa que o preço final de notebooks, celulares e TVs pode subir cerca de 30%. A demanda por data centers para IA é o principal motor dessa escalada.
Essa situação, considerada mais grave que a da pandemia de Covid-19, deve persistir até 2028. A oferta de semicondutores simplesmente não acompanha o ritmo explosivo da demanda.
Mas não para por aí: metais como ouro, prata e cobre, além de plástico e aço, também estão mais caros. A alta do petróleo, impulsionada por tensões geopolíticas, eleva o custo de polímeros e resinas, impactando diversas cadeias produtivas.
A consequência direta é uma inflação generalizada que pode frear as vendas, afetar o poder de compra da população e até mesmo retardar a queda da taxa de juros, resultando em um PIB menor do que o esperado. 📉




