A bomba que abalou a luta por direitos civis nos EUA

Destaques
- •Atentado terrorista da Ku Klux Klan mata quatro meninas negras em igreja.
- •FBI identificou os culpados, mas diretor John Edgar Hoover obstruiu a investigação.
- •O caso levou décadas para ter os responsáveis punidos, mas se tornou marco para aprovação da Lei dos Direitos Civis.
Há 63 anos, em 15 de setembro de 1963, a explosão de uma bomba na Igreja Batista da Rua 16, em Birmingham, Alabama, chocou os Estados Unidos. O ataque, orquestrado por membros da Ku Klux Klan, tirou a vida de quatro meninas negras, com idades entre 11 e 14 anos, e deixou outras 22 pessoas feridas.
A tragédia ocorreu em um momento de intensa mobilização pelo fim da segregação racial, e a investigação inicial do FBI rapidamente apontou os responsáveis. No entanto, o então diretor da agência, John Edgar Hoover, notoriamente hostil ao movimento negro, obstruiu o repasse de provas para os promotores, permitindo que o caso fosse arquivado por décadas.
Apesar da impunidade inicial, a brutalidade do atentado serviu como um catalisador para a luta por direitos civis. O caso, que levou quase 40 anos para ter os últimos culpados condenados, foi um ponto de inflexão que ajudou a consolidar o apoio para a aprovação da Lei dos Direitos Civis de 1964, que aboliu a segregação racial nos Estados Unidos. ✊



